A hegemonia da indiferença e a gênese das políticas públicas: o liberalismo da City of London em Ken Follett
DOI:
https://doi.org/10.61681/revistasimetria.v1i17.332Palabras clave:
Políticas Públicas, Hegemonia da indiferença, Revolução Industrial, Estado de bem-estar, Império BritânicoResumen
Este trabalho analisou as transformações no papel do Estado durante a Revolução Industrial britânica (1792-1824), tomando como objeto de estudo o romance A armadura da luz, de Ken Follett. Propôs o conceito original de Hegemonia da Indiferença para descrever o processo pelo qual a elite financeira da City of London normalizou a omissão estatal diante da crise social. Por meio de uma análise histórico-política, examinou como intelectuais orgânicos, como Malthus e Ricardo, converteram o sofrimento social em uma fatalidade econômica, sustentada por uma geografia do isolamento enraizada no legado institucional de Londinium O estudo demonstrou que a omissão do Estado britânico operou como uma estratégia ativa que priorizou a eficiência fiscal-militar em detrimento do bem-estar da periferia industrial. Dentre os autores clássicos que subsidiaram está análise crítica encontram-se: Ferguson, Gramsci, Hobsbawm, Lukács, Paine, Polanyi e Thompson. A metodologia utilizada para o desenvolvimento deste estudo foi o estudo de caso narrativo com o intuito de realizar uma análise crítica do romance de Ken Follett para ilustrar de forma mais imersiva os conceitos teóricos.
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